Ideias Emergentes

Produção Cultural, CRL

Portfólio IDEIAS EMERGENTES / Eventos e Produção Cultural

FEIRAS FRANCAS

26 de Junho 2010 | Espaço IMERGE | Palácio das Artes, Largo S. Domingos no Porto.

5ª Edição das FEIRAS FRANCAS, na edição dedicada à temática da memória e folclore .

————————————————————————
CALÍGENA de Patrícia Franco

Espaço IMERGE

6 de Março a 4 de Abril 2010

“What can a woman do outside?” (Ghada Amer)

Maternidade, concepção, nascimento, poder, corpo, sexo, são alguns dos temas que foco no meu trabalho.

Em Calígena, reinterpreto uma figura feminina forte, ambígua e universal, destacando a dimensão cultural do espaço privado e doméstico, a forma como nos relacionamos /identificamos com ele e com os objectos nele.

Esta Exposição tem o patrocínio de: TRICOTS BRANCAL, F.D.G. Fiação da Graça S.A. e Antero Brancal & Filhos, Lda

————————————————————-

xata260

XaTa – Projecto de Poesia Teatral

Associação Cultural – Tenda de Saias

22 Maio 09 | 22h | Espaço IMERGE

Este projecto de poesia teatral parte de um repertório que inclui grandes nomes da poesia portuguesa. O XaTa é um projecto de poesia teatral para um público adulto. Recentemente, sentimos a necessidade de alargar este projecto a um público mais novo, criando assim o XaTa (para a infância).

Xata pretende mostrar que a poesia não é chata, através de uma mostra poética intensa e com sentido de humor, levada a cabo em espaços de café-concerto e outros espaços não convencionais.

Associação Cultural – Tenda de Saias: http://www.myspace.com/tendadesaias

————————————————————-

baltic-wind_vermelho-vivo26

EXPOSIÇÕES E INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS

Sta CATARINA 777 e 778

Patente de 25 ABRIL a 15 MAIO 2009

“BALTIC WIND”

Benjaminas Jencius_ Raimundas Rickevicius_ Longinas Verbickas

“Baltic Wind” é o nome da exposição que reúne trabalhos de pintura e escultura de Benjaminas Jenčius, Longinas Verbickas (Lituânia) e de Raimundas Rickevicius (Canadá/Lituânia) e que foi apresentada no 777 de Santa Catarina, Espaço IMERGE.

“VERMELHO VIVO”

João Foldenfjord_ Gäelle Sandré & Sébastien Dégeilh

No 778 de Santa Catarina, nas vitrines do Edifício do Arqº Cassiano Branco, apresenta-se “Vermelho Vivo”, englobando dois projectos: “The Story Brand Cabinet” STATEMENT de João Foldenfjord e “Lembra-te de trazer o pão…” de Gaëlle Sandré e Sébastien Dégeilh. Esta intervenção surge no âmbito de um projecto maior – REGENLAB – que procura reflectir sobre a importância da relação da arte e cultura com a cidade. Ao longo de todo o ano de 2008 com continuidade em 2009, a IDEIAS EMERGENTES tem vindo a acolher jovens europeus/artistas das mais variadas áreas e backgrounds artístico-culturais, que, da sua perspectiva e análise têm apresentado os resultados das suas pesquisas, através de intervenções públicas.

EXPO_REGENLAB

————————————————————-

natal-flyer-260

NATAL na IMERGE_DO OBJECTO À CIDADE

Exposição-venda de autor

22 de Novembro 2008 a 15 de Janeiro 2009

Do Objecto à cidade foi o tema escolhido para o evento NATAL na IMERGE, que a cooperativa IDEIAS EMERGENTES realiza desde 2006, e que este ano engloba sete projectos distintos, mas estabelecendo uma relação conceptual de grande proximidade no contexto das artes e cultura portuguesa contemporânea. NATAL na IMERGE tem a particularidade de ser apresentado e exposto em 3 edifícios contíguos e localizados em plena Rua Santa Catarina (ao ACP/Rua Gonçalo Cristóvão):

No 777 de Santa Catarina, Espaço IMERGE, decorreu uma EXPOSIÇÃO – VENDA DE AUTOR que incluía trabalhos de mais de 40 criadores/autores, incluindo trabalhos de ilustração, design, pintura, joalharia, artesanato urbano, música, e muito mais.

imerge_web

Ainda, foi possivel visitar o projecto ARTELAB, comissariado pela artista plástica Lúcia David e que inclui vários trabalhos de artistas portugueses e estrangeiros, residentes em Portugal. Este projecto procura cruzar meios, ideias, formas de dizer, num espaço claustrofóbico onde obras de arte são obrigadas a coexistir mesmo quando se ameaçam mutuamente. Da arte mais efémera como a performance à mais eterna como a pintura, da mais frágil como a cerâmica à mais inflamável como a fotografia, da mais densa como a bookart à mais transparente como o vídeo, da mais infiltrante como a música, à mais distante.

No 778 de Santa Catarina, nas vitrines do Edifício do Arqº Cassiano Branco foi apresentado REGENLAB, um laboratório de regeneração urbana construído e pensado por diferentes intervenientes e que pretende conectar a cidade com a arte e com os cidadãos.

natal_regenlab_web

No 787 de Santa Catarina, foram apresentados 4 projectos dedicados ao design e arquitectura portuguesas que apostam no carácter experimental do desenho e na transformação dos espaços e ambientes. Num momento onde se discutem e debatem os novos conceitos e percepções da cidade, do design e do seu impacto na eco-sustentabilidade, quando se discute as matérias primas portuguesas ou o valor do design na criação de qualidade ambiental em sítios específicos, e quando surgem tantas respostas criativas que assimilam essa contemporaneidade, torna-se imperativo destacar alguns dos seus protagonistas e suas visões.

ARQUIMERGE, projecto expositivo e de intervenção, baseia-se na premissa da regeneração e transformação de espaços e objectos a partir de produtos existentes, peças de mobiliário anónimo, transformadas e resignificadas, que conjugam as temáticas da sustentabilidade com a criação de ambientes sensorialmente únicos e de peças com base neutra, passíveis de intervenções personalizáveis.

natal_arq2_web

Os Arquitectos VIRGÍNIO MOUTINHO e RUI GRAZINA apresentaram objectos de mobiliário que apostam no carácter experimental dos objectos através do desenho e redesenho de peças convencionais.

natal_grazina_web

BY APPOINTMENT – de João Paulo Jardim, designer de interiores e de equipamento – é um projecto que tem por base a estética e as tradições portuguesas e se apresenta como uma série limitada de objectos renovados e contemporâneos.

MAKE DESIGN, é uma empresa jovem e activa dedicada ao design nas suas mais variadas vertentes, surge da vontade de criar, realizar e concretizar ideias inovadoras. Neste enquadramento são apresentadas algumas propostas ligadas ao design de interiores.

————————————————————-

red_web_flyer

REDline’08_Bordering on Us
Encontro Internacional de Arte Contemporânea
Porto_11 Outubro a 9 Novembro 2008

REDline’08_Bordering on Us, é um projecto artístico que visa a produção de um encontro_exposição internacional de arte contemporânea, enquadrado numa metodologia de pesquisa sobre o tema do espaço público na contemporaneidade e, especificamente, dos recentes desenvolvimentos naquilo que entendemos que são a sua natureza ou forma, e consequentes alterações de localização e acessibilidade. Esta iniciativa é suportada pela construção de uma rede de associações culturais, galerias de arte, instituições públicas e empresas privadas.

red08_web_a

red08_web_c

De forma a concretizarmos este projecto, estabelecemos parcerias com organizações artísticas localizadas em Barcelona_Espanha, Montpellier_França, Kaunas_Lituânia e ainda Varsóvia_Polónia. Cada um destes parceiros foi responsável pela proposição de quatro artistas e acolhimento de outros quatro, em forma de residência artística. São vinte artistas e/ou projectos envolvidos, estando todos eles representados na exposição final, enquadrada pela edição de um catálogo e por um ciclo de conferências em torno dos conceitos de Espaço público, representação e representatividade.

red08_web_b

Para saber tudo sobre a Exposição e os Artistas, visite REDline’08.wordpress

————————————————————-

“LIMBO”
Exposição Colectiva de Alunos da Fbaup
Patente de 27 de Junho a 18 de Julho’08, no Espaço IMERGE

Estamos sempre entre dois estados. Mas, acima de tudo, mais importante do que entendê-los isoladamente, é entender a barreira que os separa. É esse limiar, que transforma dois pontos distintos num só, que devemos procurar compreender. Não nos cingiremos a estados de espírito mas a estados de acção, onde o “fazer” de cada um é exposto.
————————————————————-

RICO LOOP_SHOWCASE
no dia 13 de JUNHO 2008 às 22h00, no Espaço IMERGE

RICO LOOP, “one-man-jam”, explora a música como multi-instrumentista e compositor!

RICO, músico alemão, caracteriza a sua actuação através da utilização de uma “Loop station” (pedal
de gravação) e vários instrumentos, incluindo a sua voz, para reproduzir sozinho em palco, a performance de uma banda musical.

Não sendo um formato de actuação ao vivo exactamente novo, o factor que distingue e caracteriza esta proposta reside na riqueza e sofisticação do background musical do autor, que se exprime no seu reportório de originais, deambulando entre o pop, o reggae, o afro, a dance music e o jazz.

www.ricoloop.com

————————————————————-

Exposição Colectiva de Arte Contemporânea  “mapas contiguos, espacios contínuos”
colectivo TPK_Barcelona
Patente de 31 de Maio a 27 de Junho, no Espaço IMERGE

“¿Qué hace que una persona se levante cada mañana dispuesta a enfrentarse a eso que Beckett llama el fracaso absoluto del artista?

Proponiendo esta cuestión, desarrollamos una sucesión de territorios que configuran un mapa de actitudes donde se inscriben aquellos archipiélagos de pensamiento a los que hacía referencia Glissant. Y a los que podríamos llamar territorios de resistencia.”

A Ideias Emergentes apresentou no Porto, entre 31 de Maio e 29 de Junho o projecto artístico “Mapas contiguos, espacios contínuos”, colectiva de arte contemporânea, criado e desenvolvido por seis artistas plásticos oriundos da Catalunha (Barcelona, L´Hospitalêt).
Esta exposição acontece no seguimento de uma parceria, em forma de intercâmbio artístico com o Colectivo de Artistas TePeKaLe , e na sequência da realização ( Fevereiro’08 ) da Exposição “ECO” (instalação e fotografia) do artista e fotógrafo português Alberto Plácido, em L´Hospitalêt e em Barcelona.
As obras a apresentar, de índole contemporânea, assumem diferentes medias como sendo o vídeo, a instalação, a pintura, entre outras.
————————————————————-

AGUSTÍ MARTINEZ _ Are Spirits What I Hear?
Apresentação de trabalho discográfico, no dia 31 de MAIO 2008 às 21h30, no Espaço IMERGE

Apesar de ter nascido em 1960 e de ter um passado considerável na música (fez parte de várias bandas de jazz), Are Spirits What I Hear? é o disco de estreia do músico avant-garde Agustí Martinez, catalão de nascença. A editora Etude, de Barcelona, não hesitou sequer em lançar mais um OVNI para o panorama musical espanhol. Are Spirits What I Hear? é um conjunto de composições para o saxofone alto sem mais convidados, sem mais instrumentos, sem sequer a utilização de overdubs. São dez paisagens monocromáticas mas provocadoras de sensações distintas.

O saxofone é o maior e único personagem num disco onde Agustí Martínez aproveita para explorar diferentes técnicas e abordagens ao instrumento. O catalão explora também abordagens emocionais distintas: do calmo ao explosivo, do sereno ao tenso, do belo ao feio pode ser apenas um segundo. Há de facto ruídos que não associaríamos ao saxofone utilizado de forma habitual (o tema “Are Spirits What I Hear?” é exemplo disso), mas tudo parece surgir da relação com o saxofone, da sua livre exploração. É ele o centro das atenções. É ele que guia este disco pela escuridão e, em última instância, pela solidão.

In www.agustimartinez.com texto de André Gomes
————————————————————-

“CRIADOS MUDOS e MORDOMOS”
Exposição de Virgínio Moutinho
Patente de 19 de Abril a 25 de Maio’08, no Espaço IMERGE

VIRGÍNIO MOUTINHO aprendeu desde criança a construir os seus próprios brinquedos, à semelhança do que era uso na sua geração.
Foi mantendo essa prática viva ao longo do tempo, recriando o seu universo pessoal, porta que nenhuma loja de brinquedos lhe abriria…
Hoje, a par da actividade profissional, mantem viva, uma paixão de coleccionador e construtor de brinquedos.
Partindo dos mais diversos materiais em grande parte proveniente da reciclagem e reaproveitamento de desperdícios – matéria prima barata e adequada a uma experimentação constante – constrói objectos animados, onde não raro, o humor e a surpresa constituem o cimento aglutinador.
Sendo os primeiros brinquedos, do ponto de vista conceptual e construtivo, próximos do brinquedo popular, a sua actividade evoluí posteriormente no sentido da produção de objectos lúdicos – esculturas com movimento mais imediatamente relacionáveis com a Arte Cinética em geral, onde afluem referências como o Circo de Alexander Calder, Os Fantoches de Paul Klee e as esculturas de Picasso, mas também, e sempre, os brinquedos dos meninos de África e Arte Primitiva.

————————————————————-

Exposição Individual de Arte Contemporânea
LEAP OFF_LÚCIA DAVID
Patente de 15 de Março a 12 Abril’08 no Espaço IMERGE

Saltar de um edifício, aterrar no asfalto, partir para sempre. Há algo de poético no suicídio que o torna um acto estético apagando o desespero de quem vive a acção de acabar com a própria vida. A morte só acontece aos outros. É um retrato, um espectáculo …uma notícia. No salto, na queda, não há sangue nem sujidade. Há beleza. Há liberdade. Há voo.

I
Na primeira sala acontece um trabalho de representação de perspectivas de queda, voo, em direcção ao chão – o fim – pretendendo apenas que se olhe sem se sentir. Tratam-se de metáforas visuais, abstracções que em nada traduzem a ideia de suicídio, no entanto representando-o.

II
Na segunda sla, passa o filme “Stranger than fiction”, que a autora oferece como um pedaço de realidade enternecedora e calmante. Uma tragi-comédia onde ficção e realidade se cruzam num discurso optimista. Como um remédio.

————————————————————-

ECO_Alberto Plácido
Patente de 8 de Fevereiro a 28 de Março’08 no TPK Arts Plàstiques _Barcelona

en català

ECO é uma Instalação que recorre à fotografia que, quando sujeita a um sistema óptico (os espelhos), prescinde da sua identidade individual, para se relacionar com reflexos de si própria, criando uma nova percepção, com uma multiplicidade de interpretações que oscilam entre a realidade e a ilusão, numa reflexão sobre o papel da fotografia como meio de representação da realidade, e a sua importância na noção de Paisagem.

É esta multiplicidade que caracteriza a Instalação ECO, recorrendo à fotografia para, num sentido abrangente, explorar os limites da sua capacidade de representação, partindo de bases concretas como o são as caixas, volumes com uma materialidade assumida e fotografias de objectos concretos da paisagem.
Estes elementos quando sujeitos ao sistema óptico criado através dos espelhos, tornam-se num jogo entre o observador e a obra, que explora e subverte o potencial deceptivo da fotografia, bem como a relação física e perceptual entre esta e o observador.

É uma apreciação da distinção entre a definição de real, um “reflexo” do mundo, que denota simultaneamente uma representação do real através da fotografia (uma semelhança visual) e o acto da percepção mental dessa realidade. Reproduz a distância que fica entre ver (percepção através da experiência) e pensar (percepção do real através do fenómeno mental).

Alberto Plácido Fevereiro 2008

————————————————————-

FOTOGRAFIA de CENA
_PEDRO VIEIRA de CARVALHO
Patente de 11 Janeiro a 01 Março’ 08, no Espaço IMERGE

A Dentada da Palmilha:

Primeiro era o silêncio. Depois fez-se luz. Mais tarde o mar abriu-se e Roma ardeu. As coisas precipitaram-se quando alguém inventou o clip. Mataram o pacifista e o próprio rei morreu. Um pouco mais tarde aparece o Teatro da Palmilha Dentada. Isto resumidamente.

No ESPAÇO IMERGE, esteve patente, até ao final da temporada da Peça BUCKET do TEATRO da PALMILHA DENTADA, e, intimamente ligada a esta, uma exposição de fotografia de cena de Pedro Vieira de Carvalho.

“Um balde divide o mundo. Havendo um balde, há o que está dentro e o que está fora. De pernas para o ar é um banco. Com um pé dentro é um gag antigo. Empilhados, uma torre. Numa loja de cristais é um erro, na construção civil uma constante, se tiver um furo é inútil, se tiver muitos, dependurado num ramo de árvore, é um chuveiro. Há baldes que são dois, meio balde de detergente, meio balde de água limpa. Alguns têm tampa, outros têm rodas, quase todos têm asa. Transportam água, guardam o leite e um balde foi à lua e voltou cheio de pedras lunares. E se um dia nos faltarem?

Um balde é também um bom ponto de partida para as histórias que se querem contar.”

————————————————————-
REDline_Where are the Borders?

“REDline’07_Where are the Borders?” pretende relacionar dois momentos, a pós-modernidade e o alargamento a leste, e pensar a forma como um influi no outro. A diluição das fronteiras nacionais (dentro do espaço europeu), promovida e provocada tanto pela evolução técnica como pelas transformações políticas mais recentes, teve o condão de tornar outras fronteiras mais visíveis. Limites e diferenças dentro dos próprios estados nação que até há pouco eram abafadas hoje são estimuladas e promovidas sob a etiqueta da diversidade cultural.

teixeira.jpg
José Carlos Teixeira

Como resposta à globalização e coberta pela segurança política e económica da união, assistimos a uma fragmentação da união (quase sempre pacífica) promovida por pequenas comunidades e/ou minorias étnicas ou linguísticas. Estas divisões seguem quase invariavelmente linhas demarcadas de uma especificidade cultural que se pretende defender da ameaça de um sistema global e globalizante. Num segundo momento, a abertura das fronteiras permitiu redefinir espaços de fronteira dentro das nossas próprias cidades, os fenómenos da imigração e das comunidades estrangeiras (Africana, Magrebina, Turca, etc.) no nosso espaço comunitário começa a ser entendida como uma região que, ainda que interior, carece de programas e projectos de integração.

Da mesma forma, as diferenças culturais acarretadas pelos diferentes níveis de acesso ao ensino e à escolaridade, o entendimento da classe como diferença não apenas económica e de possibilidade de acesso a produtos mas também, e principalmente, como diferença cultural é outro elemento de um redesenhar da nossa imagem como conjunto. Da fronteira como o que nos separa do exterior e nos define como identidade unívoca, passamos a um conceito mais intrincado em que o estudo do limite é em si o estudo do nosso corpo comum, da distância entre as partes individuais que o constituem e que muitas vezes se sobrepõem, ocupando o mesmo espaço geográfico.

Fronteira passou a ser entendido como um conceito mental, já não dispomos de cartografias e mapas baseados na objectividade do território. O conflito que opõe as nossas partes é cultural e joga-se dentro de casa. As linhas vermelhas esticam-se dentro dos nossos corpos. Na pós-modernidade o corpo fragmenta-se, a personagem do autor perdeu a totalidade que lhe conferia o isolamento do exílio e vive agora, intimamente, uma multiplicidade despedaçada.

cesonis.jpg

————————————————————-

Exposição de NÚ BARRETO
“L´Âme Sensible”
Patente de 30 de Junho a 28 de Julho de 2007 no Espaço IMERGE

A Ideias Emergentes apresentou no Porto o trabalho de Nú Barreto, artista guineense radicado em Paris. A exposição construiu-se em torno de três instalações, sendo que uma delas (I Have a Dream) esteve patente na última edição da Dak’Art – Bienal de Arte Africana Contemporânea e as outras duas (Histoire de Passage e África Frustrada) foram apresentadas ao público pela primeira vez. Estas obras, duas das quais em vídeo, são representativas do seu mais recente trabalho e demonstrativas da sua aproximação a novos media.

————————————————————-

Exposição de Luísa Pinto e Paulo Pimenta
“10 Espectáculos | 10 Mulheres”
Patente de 26 de Maio a 23 de Junho de 2007 no Espaço IMERGE

O trabalho apresentado por Luísa Pinto e fotografado por Paulo Pimenta, 10 Espectáculos | 10 Mulheres é o resultado de um projecto de permanência e acompanhamento da realidade do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, onde a artista tem vindo a desenvolver trabalho como voluntária. Partindo do teatro, da encenação da vida de mulheres que de diversas formas marcaram a nossa história e permanecem como ícones, Luísa Pinto desafia várias reclusas a assumirem a fantasia da interpretação dessas figuras.

O resultado, materializado através da fotografia de Paulo Pimenta, que confronta a encenação com o documental, escapa ao que poderíamos chamar imitação. As actrizes empenharam-se modelarmente na construção das suas personagens. Isso é visível quando defrontamos este trabalho; na beleza singular das fotografias encenadas encontramos uma ambiguidade que nos desloca, tudo parece estar certo quando sabemos realmente que o que observamos é fora de sítio.

————————————————————-

Exposição Colectiva
Manuela São Simão, Pedro Marcolino, Sofia de Carvalho e Teixeira Barbosa
“(De)Formatos”
Patente de 14 de Abril a 13 de Maio de 2007 no Espaço IMERGE

O formato cúbico de um espaço expositivo (“Galeria Extéril”), dentro de outro mais amplo (“Espaço Imerge”), é a base de trabalho para cada um dos quatro artistas. A deformação/transformação que ocorre quando apresentam as diferentes peças e intervêem no espaço mais amplo, ou, no outro mais limitado. Um jogo de formatos, escalas e descontextualizações.

Este é o mote para “(De)Formatos II”, projecto que, passando pela pintura, escultura, desenho, fotografia, instalação e performance, reúne quatro artistas – Manuela São Simão, Pedro Marcolino, Sofia de Carvalho e Teixeira Barbosa – que através de narrativas individuais, aqui pretendem criar um novo e único diálogo formal.

Exposição de Hugo Sampaio – “Estados de Quê?”
Patente de 11 de Março a 08 de Abril de 2007 no Espaço IMERGE

Hugo Sampaio (Porto, 1977) movimenta-se em vários campos da produção artística, trabalhando como designer, fotógrafo freelancer e músico. A escolha da pintura como veículo de expressão começa a desenvolver-se seriamente nos últimos quatro anos, período em que começa a expor regularmente.

————————————————————-

Exposição de Teixeira Barbosa
“Ensaio #”
Patente de 03 de Fevereiro a 04 de Março de 2007 no Espaço IMERGE

A visão está em permanente movimento, não é estática, por isso estamos sempre a ver realidades distintas, de tal modo que a nossa relação com o mundo é directamente inventariada pelo movimento da visão. As imagens que daí advêm são sempre imprecisas, não temos propriamente uma certeza de como irão resultar, como tal, recorremos a vários tipos de registo para se fazer acertos e, sucessivamente, ensaiamos aproximações. Jorge Luís Borges (Ficções) descreve “(…) o vertiginoso mundo de Funes. Este, não o esqueçamos, era incapaz de ideias gerais, platónicas. Não só lhe custava a compreender que o símbolo genérico cão abrangesse tantos indivíduos díspares de diferentes tamanhos e diferente forma; incomodava-o que o cão das três e catorze (visto de perfil) tivesse o mesmo nome que o cão das três e um quarto (visto de frente). A sua própria cara ao espelho, as suas próprias mãos, surpreendiam-no de todas as vezes. (…). Era o solitário e lúcido espectador de um mundo multiforme, (…).” Sempre que criamos imagens através dos meios de expressão que temos ao nosso alcance, estamos a materializar ideias. Os meios de expressão são as ferramentas através das quais as ideias e as emoções adquirem determinada forma visível. Uma ideia só poderá ser materializada se dispuser de um intermediário que a torne visível; a visão, o olho que vê, permite a existência visível daquilo que o olhar comum crê invisível. “Luz, iluminação, sombras, reflexos, cor, todos estes objectos da investigação não são propriamente seres reais: tal como os fantasmas, só têm existência visual. Eles só estão, no limiar da visão profana, não são geralmente vistos.” (Merleau-Ponty). Os elementos e instrumentos da pintura são, aqui, enunciados através do jogo existente entre a arte e as tão proclamadas mortes da arte. Na realidade, os elementos e os instrumentos da arte são os próprios objectos e temas implicados na morte da arte.

A morte da arte esteve sempre relacionada com o aparecimento de novas tecnologias, exteriores à pintura; por outro lado, e em grande parte, só se proclamou morte da arte pelo facto da pintura se sentir lesada no seu modo de operar como manualidade, como execução virtuosa. Contudo, a fotografia ter-se-á convertido, muito provavelmente, na pintura do século XXI porque o artista já não precisa de pintar, deixa que a impressora pinte por ele. Ninguém se espanta pelo facto de um artista encomendar determinado trabalho a um serralheiro, um carpinteiro, etc., mas quando se trata da pintura o caso é diferente, exige-se a técnica, o cheiro, o virtuosismo, a aura artística. Reparem o quanto é virtuosa a impressora a pintar por mim. A arte já não vive do segredo. “Revelar a arte e ocultar o artista é o objectivo da arte.” (Oscar Wilde).

————————————————————-

Leonardo – Residência de Artistas
Patente de 02 a 15 de dezembro de 2006 no Espaço IMERGE

Três jovens artistas de nacionalidade francesa (Sandra Walle, Magali Brien e Sébastien de Groot) a realizar residência de artistas no âmbito do programa Leonardo desenvolveram propostas de instalações a inaugurar no dia 02 de Dezembro. Com a coordenação da Conceição Rios, os jovens artistas Sandra e Sébastien desenvolveram as suas propostas nas oficinas do CRAT. Magali no seguimento do conceito de trabalho artístico desenvolvido apresentará igualmente uma instalação no espaço IMERGE.

ORGANIZAÇÃO
Ideias Emergentes, Produção cultural CRL

PARCERIAS
Peuple et Culture
CRAT, Centro Regional de Artes Tradicionais

————————————————————-

REDline_Behind Borders
Exposição Internacional – Portugal e Lituânia
Patente de 19 de Outubro a 18 de Novembro de 2006 no Espaço IMERGE,
e de 15 de Fevereiro a 15 de Março na Galeria Meno PARKAS, em Kaunas, Lituânia

REDline é um projecto de co-produção da Cooperativa Ideias Emergentes (Porto) e da Meno PARKAS Galerija (Kaunas), que pretende a realização anual, em Portugal e na Lituânia, de uma exposição de arte envolvendo artistas de vários países, fazendo a ponte entre o Ocidente e o Leste Europeus. Sempre sob o tema das Fronteiras, no seu conceito mais lato e abrangente é um evento que pretende dinamizar uma discussão sobre o espaço e a diferença, construindo ligações e aproximando estes dois blocos da Europa. No ano de 2007 produzimos a segunda edição, REDline’07_Where are the Borders?, que será alargada com a representação da Polónia através da galeria Dominik Rostworowski.

————————————————————-

imigrations51.jpg

IMMIGRATION’s
Projecto de Intercâmbio e Workshop de movimento e Artes performativas
(Lituânia, França, Republica Checa, Estónia e Portugal)
Junho de 2006

IMMIGRATION’s, a partir da ideia inicial de Jefferson Petrillo de um Workshop para a produção de uma coreografia, enquadrada pelo tema das migrações, foi apresentada na Academia Contemporânea do Espectáculo (ACE).

Este projecto e intercâmbio no âmbito do Programa Juventude foi desenvolvido pela Ideias Emergentes que produziu o espectáculo, o workshop e o acolhimento dos vinte e quatro artistas envolvidos oriundos de França, Lituânia, Républica Checa, Angola, Costa do Marfim e Portugal.

%d bloggers like this: