Ideias Emergentes

Produção Cultural, CRL

06F. Portfólio

Espaço IMERGE | PRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO CULTURAL

REDline_Where are the Borders?

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“REDline’07_Where are the Borders?” pretende relacionar dois momentos, a pós-modernidade e o alargamento a leste, e pensar a forma como um influi no outro. A diluição das fronteiras nacionais (dentro do espaço europeu), promovida e provocada tanto pela evolução técnica como pelas transformações políticas mais recentes, teve o condão de tornar outras fronteiras mais visíveis. Limites e diferenças dentro dos próprios estados nação que até há pouco eram abafadas hoje são estimuladas e promovidas sob a etiqueta da diversidade cultural.

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José Carlos Teixeira

Como resposta à globalização e coberta pela segurança política e económica da união, assistimos a uma fragmentação da união (quase sempre pacífica) promovida por pequenas comunidades e/ou minorias étnicas ou linguísticas. Estas divisões seguem quase invariavelmente linhas demarcadas de uma especificidade cultural que se pretende defender da ameaça de um sistema global e globalizante. Num segundo momento, a abertura das fronteiras permitiu redefinir espaços de fronteira dentro das nossas próprias cidades, os fenómenos da imigração e das comunidades estrangeiras (Africana, Magrebina, Turca, etc.) no nosso espaço comunitário começa a ser entendida como uma região que, ainda que interior, carece de programas e projectos de integração.

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Cidade de Abrigo

Da mesma forma, as diferenças culturais acarretadas pelos diferentes níveis de acesso ao ensino e à escolaridade, o entendimento da classe como diferença não apenas económica e de possibilidade de acesso a produtos mas também, e principalmente, como diferença cultural é outro elemento de um redesenhar da nossa imagem como conjunto. Da fronteira como o que nos separa do exterior e nos define como identidade unívoca, passamos a um conceito mais intrincado em que o estudo do limite é em si o estudo do nosso corpo comum, da distância entre as partes individuais que o constituem e que muitas vezes se sobrepõem, ocupando o mesmo espaço geográfico.

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Patricija Gilyte

Fronteira passou a ser entendido como um conceito mental, já não dispomos de cartografias e mapas baseados na objectividade do território. O conflito que opõe as nossas partes é cultural e joga-se dentro de casa. As linhas vermelhas esticam-se dentro dos nossos corpos. Na pós-modernidade o corpo fragmenta-se, a personagem do autor perdeu a totalidade que lhe conferia o isolamento do exílio e vive agora, intimamente, uma multiplicidade despedaçada.

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Gintaras Cesonis

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Raul Rajangu

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Krzysztof Skarbek

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Magali Brien

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